Os vestidos das Madrinhas de casamento.

04/02/2016 por Fernanda Barni de Almeida comentários

Foi na Roma Antiga que a tradição de escolher padrinhos para acompanhar o casamento começou. Naquela época, o convite era feito para 10 testemunhas, que tinham o intuito de proteger os Noivos dos maus espíritos que poderiam aparecer durante a cerimônia. Para que o ritual desse certo, porém, as testemunhas precisavam vestir trajes exatamente iguais aos dos Noivos, para que assim, os espíritos não soubessem identificá-los entre todos os envolvidos e o casamento estivesse a salvo.

Talvez tenha sido daí que surgiu a idéia de as madrinhas de casamento usarem vestidos padronizados nas cerimônias de casamento. Esta tradição ainda é mais forte nos Estados Unidos e na Europa do que no Brasil, mas já tem caído no gosto de várias Noivas brasileiras.

O ritual da cerimônia de casamento americana é um pouco diferente da nossa. Por lá, as madrinhas são chamadas bridesmaids, se vestem todas iguais, carregam um pequeno bouquet em mãos e nem sempre estão acompanhadas de um par no Altar. Uma das madrinhas ainda recebe o título de maid of honor, e por conta desta honraria, ajuda a Noiva em todos os preparativos pré-casamento, como a despedida de solteiro e o chá de panelas do casal.

Com toda a ajuda que recebe das madrinhas na organização do casamento, a Noiva as presenteia com o vestido que será usado no “grande dia”. E como é a Noiva quem paga, é ela quem escolhe a cor e o modelo do vestido, e isto nem sempre deixa todas as madrinhas satisfeitas. Geralmente a cor não agrada todo mundo, ou ainda, nem sempre o modelo escolhido fica bem em um determinado tipo de silhueta. Mas, tradição é tradição e as mulheres já estão acostumadas com estes trâmites.

Aqui no Brasil, muitas Noivas querem “copiar” esta tendência, mas não querem respeitar as tradições. Elas querem adaptar a “moda” ao seu próprio gosto e acabam forçando a madrinha a comprar um vestido que não escolheu, que não gostou e que provavelmente, nunca mais vai usar. O que não é uma atitude muito educada, certo?

Assim, você achar charmosa a idéia de as madrinhas estarem padronizadas no altar do casamento, é necessário adaptar as regras ao nosso ritual:

* Se você escolher o modelo e as cores de vestido, pague pelas peças, ou pelo menos, pague o tecido e deixe que as madrinhas escolham o modelo que mais gostarem. É muito mais gentil do que forçar uma barra. Algumas madrinhas podem, por exemplo, não ter o dinheiro suficiente para satisfazer a sua vontade e acabarem frustradas. Se você decidir presenteá-las, tons pastéis são uma ótima opção, pois não se destacam demais no Altar da cerimônia e ainda combinam com todos os tipos de pele.

* Se por acaso você não abrir mão de escolher o modelo dos vestidos, marque uma reuniãozinha com suas madrinhas e discutam o assunto entre vocês. Seja delicada e pergunte os modelos que mais lhes favorecem. São muitas opiniões, muitos tipos de corpo, de idades e até de estilos para levar em consideração, mas é possível que vocês consigam chegar a um consenso. Neste post aqui, há boas sugestões de decotes e saias para todos os tipos de corpo. Cliquem para conferir as dicas!

A verdade é que padronizar os vestidos de madrinha no altar do casamento rende belas fotos, mas possuem um custo que nem toda Noiva pode pagar. Assim, opte pelo que lhe for mais conveniente, e lógico, sempre com muita educação e sensibilidade.

Se o custo não lhe for um problema, escolha uma costureira de confiança, que, com toda certeza, as reuniões de prova serão uma ótima forma de comemorar o período pré-casamento com suas madrinhas. Ainda assim, algumas podem ficar insatisfeitas com o modelo, mas não vão se preocupar tanto com este problema, afinal, terão a honra de serem as madrinhas do seu casamento e ainda vão se diferenciar do restante dos convidados na festa, garantindo destaque no cumprimento deste papel tão especial para você.

Confiram abaixo as nossas sugestões de modelos:

* Madrinhas com vestidos em cores iguais – Nas sugestões abaixo, as madrinhas usam vestidos com a mesma cor. Nem sempre o modelo é o mesmo, mas a cor é exatamente a mesma. Neste caso, já que a Noiva está impondo uma cor específica, é de bom tom que presenteie suas madrinhas com o vestido, ou ainda, com o tecido que será utilizado na confecção da peça.

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* Madrinhas com vestidos tom sobre tom – A idéia é utilizar vestidos com cores que se sobrepõem. Há somente uma sugestão de cores e não a obrigação de uma cor específica. Neste caso, há duas madeiras de agir: se a Noiva exigir um certo modelo de vestido ou os tons exatos das cores, deve presentear suas madrinhas. Porém, se somente sugerir uma cor e deixar que as madrinhas escolham vestidos em tons parecidos, pode deixar a compra por conta da convidada.

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* Madrinhas com cores de vestido não usuais – Aqui no Brasil, madrinhas normalmente não estão autorizadas a usar preto ou branco no Altar, a não ser que esta seja uma ordem estrita da Noiva. Se a Noiva assim desejar, porém, e exigir um modelo de vestido específico, deve presentear suas madrinhas com o vestido pronto ou o tecido. Se, por um acaso, a Noiva definir a cor branca ou preta, já que estas são cores que não possuem variações de tonalidade, as madrinhas podem escolher o modelo e comprar seus próprios trajes.

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* Madrinhas com todos os vestidos diferentes – Neste caso, não existem regras. Cada madrinha pode escolher seu próprio vestido para o casamento. A Noiva pode, todavia, sugerir uma paleta de cores para as madrinhas seguirem, sem nenhum problema.

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* Madrinhas com vestidos estampados – Estes vestidos são ótimas opções para cerimônias diurnas, ou ainda, para casamentos ao ar livre. Como a Noiva provavelmente vai precisar escolher um tecido específico para os vestidos, buscando uma harmonia entre as estampas, é de bom tom que a Noiva presenteie suas madrinhas com o vestido, ou pelo menos, com o tecido escolhido para o vestido.

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Para mais dicas sobre os vestidos de madrinha (e também de trajes para os padrinhos), cliquem neste post aqui.

postado por
Fernanda Barni de Almeida
Formada em Direito, descobri não ter talento para falar de coisas tristes. Romântica e apaixonada, criei o OMG para falar do que mais gosto: o amor.
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